Como fazer a gestão financeira da sua startup

6/17/2021

A gestão financeira da startup é um tópico que pode levantar muitas dúvidas em é novo nesse tipo de negócio. Mas, ela é muito importante, já que informa a capacidade da startup em utilizar recursos para crescer de maneira sustentável.

Assim, é preciso saber como realizar essa gestão. Isso porque é claro que você quer que sua startup cresça. Porém, será necessário possuir uma base sólida de dados, além de garantir a viabilidade econômica do empreendimento, sempre.

Logo, fica claro que os gestores possuem dificuldades em alguns pontos. Entre eles, estão planilhas, relatórios, extratos e processos burocráticos em geral.

Porém, eles são inevitáveis para que seja possível garantir a saúde financeira da startup. Além disso, esses processos fazem com que seja possível acompanhar a evolução da companhia.

Dessa forma, se você é um caso que não tem experiência com essas atividades, fique tranquilo. Acompanhe esse texto até o final e tenha mais segurança na hora de compreender a gestão financeira da sua startup.

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O que torna a gestão financeira da startup única

Fazer gestão financeira em startups é muito diferente de cuidar das finanças de uma empresa Em geral, essa gestão nas startups é bem diferente do que as finanças em uma empresa tradicional. Primeiramente, para entender, você deve pensar no ritmo dos negócios tradicionais.

Isso porque, normalmente, as empresas seguem uma linha de desenvolvimento que segue etapa por etapa. Para tanto, se obedece a um plano de negócio e aumenta os custos junto com os ganhos.

Porém, em uma startup, esse crescimento é muito mais rápido, e o modelo de negócios funciona de forma escalável. Outro detalhe é que o financeiro dessa empresa pode mudar de maneira repentina.

Um bom exemplo é receber um investimento de milhões de reais, mas mesmo assim continuar com uma estrutura igual ao que era antes.

Outro ponto está na forma como os negócios disruptivos são marcados pela incerteza. Assim, fica mais difícil, e desafiador, realizar essas projeções financeiras.

Por fim, o dia a dia corrido nas startups também pode prejudicar esse controle financeiro. Logo, os gestores precisam saber como gerenciar essa falta de tempo para realizar o trabalho contábil necessário.

Nunca se esqueça de que tudo isso é importante para realizar a gestão financeira da startup. Sendo assim, é importante que esse tema seja considerado com cuidado e atenção.

Por que a gestão financeira em startups é fundamental

A gestão financeira da startup é o que garante que ela não vai ficar sem dinheiro em caixa para seguir realizando seus trabalhos. Assim, é possível continuar atraindo investidores e conquistando picos saudáveis de crescimento em um ritmo acelerado.

Porém, sem essa gestão correta do setor financeiro, tudo pode sair de forma contrária. Assim, a startup vai obter resultados negativos, sofrerá com a falta de perspectiva e ainda pode ficar endividada.

Atualmente no Brasil, 9 em cada 10 startups acabam falindo. Os dados são de um estudo da PwC Brasil. Além disso, o documento ainda levanta que a segunda principal causa disso está ligada com a falta de dinheiro. Primeiramente, está a incompatibilidade da solução com as necessidades do público-alvo.

Isso significa que as dificuldades relacionadas ao setor financeiro afetam diretamente a capacidade da startup em atrair investimentos. Outro problema é que a falta da gestão financeira da startup acaba impactando na falta de planejamento para utilizar os recursos corretamente.

Entretanto, o Brasil ainda está dentro do trilho quando se fala em startups. Isso porque, segundo dados do The Ultimate Startup Failure Report, 90% dessas empresas falham ao redor do mundo. E, como não é de se esperar, os motivos são a falta de planejamento, a inadimplência e a precificação incorreta.

Logo, fica claro que a gestão financeira nesse tipo de negócio é extremamente essencial. Além disso, é possível notar que o planejamento incorreto pode custar caro, com a falência da startup inclusa.

5 desafios da gestão financeira em startups

Agora que você já está ciente dos problemas que uma má administração das finanças da startup causa, é preciso saber como contornar isso. Então, mesmo sem saber como realizar esses processos, e sem experiência nessa área, é preciso garantir que tudo funcione.

Portanto, abaixo você confere algumas dicas que vão te ajudar a realizar a gestão financeira da startup. Dessa forma, será possível ter uma boa vantagem de conhecimento na hora em que a sua empresa precisar de um planejamento financeiro.

1.     Acompanhar o fluxo de caixa

Antes de mais nada, você precisa ficar de olho no fluxo de caixa da sua empresa. Isso porque o desafio ligado à gestão financeira começa já nesta etapa. No geral, o caixa inicial desse tipo de empreendimento é modesto, se for comparado com as expectativas de crescimento.

É por isso que é preciso acompanhar tudo de perto, já que os detalhes são importantes. Logo, essa prática vai ajudar na hora de compreender o que está acontecendo, e facilitar o pagamento dos gastos e despesas com a receita.

Sendo assim, é preciso manter o controle de tudo o que acontece relacionado às entradas e saídas financeiras. E o importante é que isso não ocorra só no registro diário, mas sim no planejamento para os próximos períodos da startup.

2.     Dispor de capital de giro suficiente

Outro ponto muito importante para a gestão financeira da startup envolve a manutenção do capital de giro. Isso porque ele precisa ser o suficiente para que a empresa consiga funcionar de maneira correta.

Então, o ideal é buscar evitar o saldo negativo. Mas, para isso, é importante ter um capital que aguente sustentar o ciclo financeiro do empreendimento. Para tanto, uma boa ideia é ter recursos em caixa como reserva.

Além do mais, você precisa entender que, quanto maiores forem os prazos para receber, mais dinheiro em caixa é preciso para manter a empresa. Ou seja, os valores de emergência precisam cobrir todas essas particularidades.

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3.     Ter um bom plano de contas

Adiante, é preciso que você possua um bom plano de contas para a sua empresa. Isso porque esse é um dos pontos mais importantes para a gestão financeira da startup. Dessa forma, é possível alinhar os prazos de entradas e saídas financeiras.

Com isso, fica mais fácil garantir com que tudo o que precisa ser feito ocorra normalmente. Então, a startup pode evitar ficar com dívidas, ou ainda precisar pedir empréstimos. Porém, isso é difícil de realizar, e é muito fácil se perder nos vencimentos.

4.     Contabilizar custos e formar preços

A sua empresa deve realizar a contabilidade de custos. Essa prática é uma das que mais agiliza a gestão financeira da startup, servindo como um funil. Isso ocorre por conta do ambiente altamente mutável desse tipo de empreendimento, o que impede levantamentos ágeis e precisos.

Além do mais, é preciso ter noção de quais são os gastos fixos e quais os variáveis. Outro ponto é que saber o que se gasta facilita na hora de criar um preço para o seu produto ou serviço. É possível pensar no longo prazo.

Uma dica é nunca ignorar os custos da sua startup na hora de formar os preços. Utilizar apenas o mercado e as expectativas do consumidor pode ser fatal para a empresa. Isso porque ela precisa conseguir se sustentar para avançar e melhorar seus resultados.

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5.     Monitorar indicadores e relatórios financeiros

Por fim, você deve realizar o monitoramento de indicadores e relatórios financeiros com frequência. Essa análise vai ser uma das ferramentas mais importantes para a gestão financeira da startup, além de servir para atrair investidores.

Dessa forma, vai ser necessário reservar um tempo da sua gestão para dar atenção aos demonstrativos com DRE, ou Demonstrativo do Resultado do Exercício. Outros incluem o balanço patrimonial e acompanhamento de KPIs financeiros estratégicos, que são:

  • Lucratividade;
  • Rentabilidade;
  • Margem Ebitda do negócio.

Esses termos, quando se fala em mercado financeiro, são o que vão informar qual a atratividade da startup para os investidores. Esse conceito é chamado de scale-up. Em resumo, ele nada mais é do que um diagnóstico do potencial de crescimento do empreendimento.

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